terça-feira, 18 de novembro de 2014

Concha Acústica da UFJF recebe o Juiz de Fora Jazz Festival

Pepeu Gomes é um dos destaques do Juiz de Fora Jazz Festival
Pepeu Gomes é um dos destaques do Juiz de Fora Jazz Festival

Evento será realizado nos dias 6 e 7 de dezembro e contará com grandes nomes da música como Pepeu Gomes, João Bosco, Blues Etílicos e outros

A Concha Acústica da UFJF (Rua José Lourenço Kelmer, s/n - Campus Universitário, Bairro São Pedro) será palco para o Juiz de Fora Jazz Festival, que será realizado nos dias 6 e 7 de dezembro (sábado e domingo), a partir das 16h. O evento terá entrada franca e classificação livre.

No primeiro dia do festival (06/12 - sábado), sobem ao palco a Orquestra de Jazz Pró-Música/UFJF, Alex Malheiros Quarteto, Blues Etílicos e Pepeu Gomes. Já no segundo dia (07/12 – domingo), Márcio Hallak Quarteto, que terá como convidado o mestre do trombone Raul de Souza, Fabrício Conde Quarteto e João Bosco serão os responsáveis por transformar a Concha Acústica em uma embaixada do jazz em Juiz de Fora.

O Juiz de Fora Jazz Festival é uma realização da Híbrido Eventos e da 78 Rotações, através dos produtores culturais Leonardo Alves Gonçalves e Laercio Da Costa Reis, com o patrocínio da TIM, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. A iniciativa ainda conta com o apoio da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora).

Orquestra de Jazz Pró-Música/UFJF
A Orquestra de Jazz Pró-Música/UFJF foi criada em outubro de 1992 e já se apresentou com a participação de grandes nomes como João Bosco, Leila Pinheiro, Wagner Tiso, Nana Caymmi, Leny Andrade, Rildo Hora e Cristóvão Bastos.

Sob a regência do maestro Sylvio Gomes, 17 músicos executam um repertório composto por clássicos do Jazz, da MPB, da música internacional e composições de Sylvio Gomes.
Os dois CDs gravados pela orquestra contaram com a participação especial de músicos brasileiros consagrados internacionalmente como Nelson Faria, Cristóvão Bastos,  Pascoal Meirelles, Mauro Senise, Adrianos Giffoni e Carlos Malta.

Blues Etílicos
Formado por Greg Wilson (voz e guitarra), Flávio Guimarães (gaita), Otávio Rocha (guitarra), Pedro Strasser (bateria) e Cláudio Bedran (baixo), o grupo Blues Etílicos foi criado no Rio de Janeiro em 1985. Em 1987, lançou seu primeiro LP, o independente Blues Etílicos. Em 89, foram contratados pela Gravadora Eldorado, lançando Água Mineral em 89, San Ho Zay em 1990 e IV em 91. San Ho Zay atinge a marca de 35.000 cópias vendidas , sendo o álbum mais vendido de uma banda de blues brasileira em todos os tempos.

Em 1989, a banda teve ampla projeção através do primeiro Festival Internacional de Blues, na cidade de Ribeirão Preto, abrindo o festival na mesma noite que Buddy Guy. O festival foi um divisor de águas para o gênero no Brasil e várias bandas nacionais surgiram, influenciadas pelo som do Blues Etílicos. Durante esse período , a Blues Etílicos teve vários programas especiais na TV Cultura, Rede Manchete e MTV, além de ter suas músicas amplamente executadas nas FMs por todo país.

O Blues Etílicos foi a primeira e a principal banda nacional a criar um público fiel nesse segmento e graças a isso, participou de todos os festivais ligados a esse gênero musical, dividindo o palco com os principais nomes do blues internacional a visitar o país: B. B. King, Robert Cray e Buddy Guy entre outros.
A partir de 1996 são lançados os álbuns Dente de Ouro em 1996, Águas Barrentas – Ao Vivo em 2001, Cor do Universo em 2003, Viva Muddy Waters em 2007, o DVD Ao Vivo no Bolshoi Pub em 2011 e o CD Puro Malte em 2013.

Alex Malheiros Quarteto
Considerado uma das principais referências do contrabaixo do Jazz Brasileiro, integrante do Azymuth, o trabalho de Alex Malheiros é respeitado internacionalmente.
Inédito, este show de Alex Malheiros Quarteto será apresentado por Alex Malheiros (baixo), Fernando Moraes (teclados), Paulo Braga (bateria) e Zé Carlos Bigorna (sax e flauta).
Alex Malheiros Iniciou a carreira profissional nos anos 1960. Ao lado dos músicos José Roberto Bertrami, Fredera, Victor Manga, Marcio Montarroyos, Ion Muniz e Raul de Souza, das cantoras Regininha, Dorinha Tapajós e Málu Ballona, e de Nonato Buzar, fez parte do grupo A Turma da Pilantragem, com o qual lançou os LPs "A Turma da Pilantragem" (1968), "A Turma da Pilantragem" (1969) e "A Turma da Pilantragem Internacional".

No início dos anos 1970, atuou como músico de estúdio, gravando com vários artistas, como participando de discos de vários artistas, como Raul Seixas, Rita Lee, Elis Regina e Odair José, entre outros, ao lado de José Roberto.

Participou do evento "Phono 73", realizado pela gravadora Phonogram no Palácio de Convenções do Anhembi (SP), nos dias 11, 12 e 13 de maio de 1973. Neste ano, fundou, juntamente com José Bertrami e Ivan Conti, o grupo Azymuth, com o qual lançou os discos "O fabuloso Fittipaldi - trilha sonora do filme" (1973), "Azymuth", "Águia não come mosca" (1977), "Light as a feather" (1979), "October" (1980), "Telecommunication" (1982), "Cascades" (1982), "Rapid transit", "Flame" (1984), "Tightrope walker", "Crazy rhythm" (1988), "Carioca" (1989), "Tudo bem" (1990), "Curumim" (1991), "Carnival" (1995), "Azymuth 21 anos" (1996), "Misturada 2-Azymuth Remix", "Woodland warrior (1998), "Pieces of Ipanema" (1999), "Before we forget" (2000) e "Partido novo" (2002).

Tem composições de sua autoria gravadas por Hyldon, Airto Moreira e Flora Purim e o grupo Fourth World, além do Azymuth.

Pepeu Gomes
Na adolescência aprendeu violão, guitarra e bandolim. Foi guitarrista do grupo Novos Baianos na década de 70 e partiu para a carreira individual com o final do grupo, por volta de 1978. É desse ano o primeiro LP solo, "Geração de Som", totalmente instrumental. Na companhia da mulher, a cantora Baby Consuelo (depois Baby do Brasil), virou um ícone de roqueiro nos anos 80, época em que passou a cantar também. Nessa fase, o maior sucesso foi "Masculino e Feminino", disco gravado nos Estados Unidos cuja faixa-título foi muito executada pelas rádios. No final da década de 80 voltou-se para a música instrumental, participando de festivais de jazz e lançando, em 1989, "Instrumental On The Road". Nos anos 90 dedicou-se mais a seu trabalho como guitarrista, relendo velhos sucessos como os chorinhos "Brasileirinho" (Waldir Azevedo) e "Noites Cariocas" (Jacob do Bandolim), presentes no início de sua carreira e que fizeram sua fama de virtuose. Também enveredou por um estilo mais pop, com o lançamento de "Meu Coração" em 1999.

Em 2004 para comemorar seus 25 anos de carreira solo, lançou Cd e Dvd "De espírito em paz - Ao Vivo". No ano de 2011, Pepeu Gomes relançou uma parte de sua discografia remasterizada, com o disco "On The Road" recebendo algumas faixas extras, e aproveitou para lançar um disco inédito, intitulado "Eu Não Procuro o Som", gravado ao vivo em 1979. Atualmente Pepeu está se preparando para lançar mais um CD/DVD.

Márcio Hallak Quarteto 
Pianista, compositor e arranjador, Márcio Hallack é atualmente um dos grandes nomes da música instrumental brasileira, representando Minas Gerais, dentro do contexto nacional, como um de seus mais fortes expoentes. Iniciou como autodidata,  tendo ingressado no Conservatorio Estadual De Música Hayde na França, a seguir de onde seguiu até ser premiado em primeiro lugar pelo Conservatório Brasileiro de Música em Barbacena.

Dentre seus professores, cita-se Esther Scliar, Luis Eça, Vilma Graça ,Gilberto Tinetti e Antonio Bessan(workshops) , Andre Pires, Vitor Santos, Sylvio Gomes, Maria Teresa de Assis, e Sergio de Sabbatto(Orquestração),Todd Murphy(jazz big band), entre tantos.

Vencedor do II Prêmio BDMG-Instrumental em 2002, acaba de lançar seu  terceiro cd “De Manhã”, que tem recebido excelentes críticas da imprensa especializada.

Vencedor do VII Premio BDMG-Instrumental  em 2007 pela segunda vez.

Atualmente  em fase de lançamento do CD Piano Solo, choros e canções, com releituras de Ernesto Nazareth, Pixinguinha, Hermeto Pascoal, João Penambuco além de músicas autorais, com elogios da crítica  especializada.(selecionado  ao Premio da musica Brasileira)

Em 2014 lança seu Cd “Aquelas Canções”, o primeiro do gênero com grande repercussão da critica.

Raul de Souza
Nascido João de Souza, Raul como é conhecido, adoraria o nome por sugestão de Ary Barroso que insistiu que João trombonista era comum. O então menino João de Souza apresentou-se em um programa de talentos apresentado pelo compositor que ficou impressionado com o talento do garoto que consegui as cinco notas máximas do júri.

Começou a se interessar pela música ao ouvir os funcionários da Tecelagem Bangu onde mais tarde conseguiria seu primeiro emprego, tocando trombone na banda da fábrica que se apresentava nas lojas da tecelagem e em jogos de futebol.

Começou tocando tamborim, passando pelo trompete, tuba, sax tenor e flauta antes de se encontrar no trombone. Após quatro anos de carreira militar deixou o exército onde tocava na banda e logo começou a tocar com Sérgio Mendes com quem excursionaria pelos EUA e Europa.

De volta ao Rio conseguiu emprego na Rádio Mayrink Veiga, por onde passou Hermeto Pascoal, Radamés Gnattali e outros. Tocou também em programas de TV acompanhando cantores como Roberto Carlos, antes de cair no mundo, em 1969 com o endurecimento da ditadura militar. Mudou-se para o México, vivendo em Acapulco, recebeu um convite de trabalho ao lado de Airto Moreira e Flora Purim, então no auge de suas carreiras. Não voltou mais vivendo por vinte anos nos Estados Unidos. Terminada a excursão instalou-se em Boston onde passou a estudar na Berklee Music College.

Mais uma vez a convite de Airto, mudou-se para Los Angeles onde o baterista iria produzir o primeiro disco do Raul. O músico conta que ficou pasmo ao ouvir os nomes que Airto havia juntado para seu álbum de estreia, o fenomenal sax alto de Cannonball Adderley e o mestre do trombone e seu ídolo J.J.Johnson que arranjou e regeu o naipe de metais.

Atualmente participa dos mais diversos projetos, inclusive um onde mescla funk com batidas eletrônicas, assim como apresentações de música brasileira com uma pegada jazzística. Raul de Souza é ainda o invertor do Souzabone e considerado um dos maiores trombonistas do mundo.

Fabrício Conde Quarteto
Natural de Juiz de Fora, Zona da Mata Mineira, o compositor e violeiro Fabrício Conde gravou três discos autorais e um DVD. Seu trabalho, que alia sensibilidade e virtuosismo, já foi apresentado em várias cidades do Brasil e do exterior.

Como professor de viola caipira é convidado, freqüentemente, para ministrar aulas-espetáculo em diversas partes do país. Participou do Circuito Nacional Syngenta de Viola Caipira, 2008/2009; recebeu o Prêmio de Excelência em Viola Caipira do Instituto Brasileiro de Viola Caipira, 2010; participou como palestrante e instrutor da 8ª Feira Internacional de Música, 2009; foi selecionado para o projeto RUMOS - Itaú Cultural, 2010/2012; teve suas músicas apresentadas pela Rádio BBC e pela revista Songlines na Inglaterra.
Foi diretor musical de diversos espetáculos teatrais e compositor da trilha sonora do filme Dulia. É autor dos livros “Causos, histórias e um pouco mais...”(Franco Editora) e “O Caminho das Asas”(Roda & Cia.) selecionado pela FLINJ para feira literária de Bologna.

João Bosco
Com mais de 40 anos de carreira, o cantor, compositor e violonista João Bosco  diz que sua ética musical de sempre teve uma única lei, parágrafo único: a invenção. Seu compromisso com a canção popular é marcado pela firmeza de uma obra que atravessa as décadas preocupando-se fundamentalmente com o próprio fazer da canção: melodia, ritmo, harmonia, letra, canto - a grande tradição da canção popular brasileira.

O público de João Bosco sabe que sua mineirice é restrita ao âmbito particular, pois João é, definitivamente, um artista de palco, um artista cuja obra cresce no palco.

Serviço
Juiz de Fora Jazz Festival
Datas e horários: 6 e 7 dezembro  - sábado e domingo – às 16h
Local: Concha Acústica da UFJF - (Rua José Lourenço Kelmer, s/n - Campus Universitário, Bairro São Pedro
Entrada franca
Classificação livre
Atrações:
6 de dezembro  - sábado
Orquestra de Jazz Pró-Música/UFJF
Alex Malheiros Quarteto
Blues Etílicos
Pepeu Gomes
7 de dezembro - domingo
Márcio Hallak Quarteto convida Raul de Souza
Fabrício Conde Quarteto
João Bosco
Realização: Leonardo Alves Gonçalves e Laercio Da Costa Reis
Patrocínio: TIM
Incentivo: Lei Estadual de Incentivo à Cultura
Assessoria de Imprensa: Grupo Balo de Comunicação – www.grupobalo.com
Heberton Lopes – hlopes@grupobalo.com – (31) 3077 0606 | (31) 8855 1219