segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

“Banda Mole” chega à 37ª edição valorizando marchinhas e fantasias

O tradicional bloco pré-carnavalesco de Minas Gerais realiza festa de carnaval à fantasia no Granfino’s e leva alegria e folia para 
a Avenida Afonso Pena



Em seu 37º ano, o tradicional bloco de pré-carnaval da Banda Mole leva sua festa para a Avenida Afonso Pena, no dia 11 de fevereiro (sábado), das 13h às 22h, proporcionando entretenimento, consciência política, ecológica e cultural, regados a muito humor, descontração e animação.

Além do tradicional desfile na Avenida Afonso Pena, a grande novidade deste ano é o “Baile da Banda Mole” que pretende reunir os principais blocos e marchinhas da cidade. O cenário será a casa de shows Granfinos (Av. Brasil, 326 – Santa Efigênia) que, no dia 4 de fevereiro (sábado), às 21 horas, recebe o animado baile à fantasia de carnaval e promoverá o Concurso de Marchinhas Mestre Jonas e o Concurso de Fantasias da Banda Mole, com a premiação dos melhores da noite selecionados pelo corpo de jurados. Os ingressos custam R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia).

Banda Mole 2012
O tema para a festa do dia 11, na Avenida Afonso Pena, será “Quem na meia esconde pila, nesse bloco não desfila”, uma referência à Lei da Ficha Limpa e à necessidade da faxina ética que se impõe ao país como uma demanda básica, sobretudo em ano eleitoral. O homenageado do ano será o sanfoneiro, compositor e cantor nordestino, rei do baião, Luiz Gonzaga, que comemoraria 100 anos de nascimento e cujas composições vão pautar a folia do bloco e parte do repertório da tradicional bandinha, formada majoritariamente por músicos da Charanga do Bororó.

A festa, que em 2011 recebeu 42 mil pessoas, será realizada entre as ruas da Bahia e Guajajaras e contará com estrutura melhor que as anteriores, viabilizada pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura, pela Belotur e pela iniciativa privada, oferecendo ainda mais conforto e segurança aos foliões.

Desde o ano passado, os criadores da Banda Mole contam com  a experiente equipe da Cria!Cultura, especializada em eventos e projetos culturais de médio e grande porte. Com isso, foram ampliados os objetivos da festa, aperfeiçoadas a infraestrutura do desfile e de atendimento ao público e sua programação musical passou a contar com a participação de artistas locais e nacionais de vários estilos, transformando a Banda Mole num pré-carnaval multicultural.

Estão agendadas grandes atrações para a Banda Mole 2012. Os convidados que desfilarão pela avenida são: a banda Terra Samba, que leva a animação baiana para o bloco; o grupo Velha Guarda Belô, formado por respeitados cantores e compositores da velha guarda do samba da capital; a banda Zé da Guiomar e convidados, que foi uma das responsáveis pelo fortalecimento e renovação do samba mineiro; e a cantora e compositora paraense de Tecnobrega, Gaby Amarantos, atual sucesso no norte e nordeste, considerada a grande promessa da música popular brasileira para 2012, sobretudo depois do estouro da música “Xirley”. Além dessas atrações, está confirmada a presença da banda de axé Patchanka, também da Bahia.

Com maior estrutura, que proporcionará segurança e comodidade para os foliões, a Banda Mole chega em 2012 com várias novidades. Este ano os organizadores realizarão uma ação de cidadania voltada para a conscientização ambiental. Será feita a coleta seletiva antes, durante e depois dos festejos, e o público será incentivado a deixar o carro em casa, indo a pé e de transporte coletivo para a folia. Também acontecerá o desfile do Microtrio, sucesso no carnaval de Salvador, com o repertório dos antigos carnavais baianos dos anos de 1950 a 1980, o Microtrio é movido a energias alternativas, inclusive a pedaladas.

Com muito humor, mas preocupados com a atenção da população ao ano eleitoral,  a Banda Mole promete “fiscalizar” com rigor para que nenhum político ficha suja consiga desfilar na Avenida.

Baile da Banda Mole
No dia 4 de fevereiro, a partir das 21 horas, será realizado na casa de shows Granfino’s (Av. Brasil, 326 – Santa Efigênia) o primeiro Baile da Banda Mole, que chega para movimentar ainda mais os foliões mineiros. Junto ao baile, o público poderá conferir o Concurso de Marchinhas Mestre Jonas, o primeiro concurso de marchinhas que homenageia o compositor mineiro Mestre Jonas, falecido recentemente e que deixou uma lacuna na música mineira, sobretudo no samba de nosso estado. O baile será animado por uma banda base formada por nove músicos e dirigidos por Thiago Delegado, que executarão as marchinhas com a participação de seus intérpretes. Na pista, após o concurso, entra em cena a Bandinha da Banda Mole, tocando diretamente no piso e os intervalos e desfile de fantasias serão comandados pelo Rafael no Som, consagrado Dj do samba mineiro. Haverá uma pré-seleção para chegar aos 10 selecionados e o resultado estará disponível no facebook da Banda Mole (www.facebook.com/bandamole no dia 30 de janeiro e, no dia 4 de fevereiro, os dez selecionados serão apresentados ao público e ao júri.  As três marchinhas premiadas vão receber: R$5 mil (1º lugar), R$3 mil (2º lugar) e R$1 mil (3º lugar).

As pessoas interessadas em participar do concurso de marchinhas podem acessar o http://www.facebook.com/BandaMole e se inscreverem gratuitamente.

Outra surpresa será o Concurso de Fantasias, que resgata os antigos e divertidos desfiles e tem como finalidade estimular o hábito dos bailes pré-carnavalescos e a saudável brincadeira de fantasiar-se nesta época. Serão premiadas as fantasias mais criativas e originais, bem como a performance dos participantes. As dez fantasias mais votadas pelos jurados receberão prêmios no valor de  R$ 1 mil e R$ 500,00, conforme ordem de classificação. Não há necessidade de inscrições para participar do Concurso de Fantasias basta ir fantasiado ao Baile da Banda Mole no dia 04, se divertir na pista e torcer para ser chamado ao palco pelos jurados.

Banda Mole, um estado de espírito
Fundada em 1975 por um grupo de rapazes egressos do bloco carnavalesco, já na época não mais existente, “Leões da Lagoinha”, a “República Independente da Banda Mole”, associação lítera-etílica-carnavalesca sem fins lucrativos, teve como principal finalidade resgatar os velhos carnavais com desfiles populares em via pública, que deveriam ter sempre as seguintes características: gratuidade para quem quisesse participar, animação, crítica político-social e liberdade nas fantasias e trajes a serem usados no cortejo.

No primeiro desfile, a Banda Mole saiu com aproximadamente 100 pessoas animadas por uma banda de chão e instrumentos de sopro de dez elementos. Com o passar dos anos, tendo caído definitivamente no gosto popular, o desfile foi crescendo, chegando a levar às ruas, em 1995, 400.000 pessoas animadas por 14 trios-elétricos, entre eles a banda baiana Araketu, maior atração nacional da época.

O desfile, originalmente na Rua da Bahia, para garantir maior conforto e segurança aos foliões, teve, há sete anos, o seu trajeto transferido para a Avenida Afonso Pena, entre ruas da Bahia e Guajajaras, no centro de BH. Há cinco anos, por lei municipal, existe o “Dia Municipal da Banda Mole”, com total cobertura logística do evento pela municipalidade, através da BELOTUR. Os organizadores da mesma, que se revezam na presidência da entidade, são Luiz Mário “Jacaré” Ladeira e Helvécio “Gaiola” Trotta.

Sobre os artistas
TERRA SAMBA
Tudo começou no bairro do Politeama, em Salvador, Bahia, há quase 20 anos. Em 1998, veio a grande explosão, com quase 3 milhões de CDs vendidos do "Ao Vivo e a Cores", gravado em Belo Horizonte.O percussionista Mário Ornelas junto a Edson Souza (ex integrante do Terra Samba) fizeram parte do Gerasamba que durante vários anos foi o mais popular grupo de samba nos bares e clubes de Salvador. Em 1991, eles resolveram seguir carreira e formaram o grupo "Terra Samba", uma denominação que sempre existiu simultaneamente ao Gerasamba.

A trajetória do Terra começou com as apresentações no Lagoa Mar (antigo bar da orla de Salvador), que foram decisivas para a divulgação do grupo para seguir carreira independente. O primeiro CD promocional gravado com a música "Desce Pra Mim" (Mancinha-Tatau-Reynaldo), foi fundamental para projetar o grupo durante todo o verão de 94.

Buscando aliar as raízes do samba às novas tendências, o grupo começou a se destacar como versátil e de estilo próprio, conquistando o público e o reconhecimento do seu trabalho. Em 1995, o sucesso do grupo começa a se consolidar com os ensaios no Costa Verde Tênis Clube e, consequentemente, com o lançamento CD, "Terra Samba Faz Bem", em 96 lança o CD "Deus É Brasileiro" e 97 o CD "Liberar Geral", todos pelo selo RGE. A arrancada veio com o CD "Terra Samba ao Vivo e a Cores”, uma coletânea dos três CDs anteriores, lançado em 98 pelo selo Som Livre. "Liberar Geral" e "Carrinho de Mão" tiveram execuções maciças nas rádios e conquistaram o público brasileiro - o disco ficou entre os de maior vendagem por meses a fio. Além de apresentações esgotadas, o grupo recebeu a confiança da crítica e foi apontado como o "Grupo Revelação" de 1998, recebendo o prêmio "Melhor Show" , pelo canal Multishow / Globosat. Nessa época o grupo passou a intensificar a sua carreira internacional. No ano seguinte, lançou o CD "Auê do Terra".

No ano 2000, veio o CD "Sinal Verde", e em 2001 o o CD "Ao Vivo 2 – Na Manteiga" com o sucesso da música "Na Manteiga". O CD "Xí do Terra Samba" foi lançado em 2002 pela Abril Music com o hit "Boneco Doido".Em 2003 o CD "Show do Terra Samba" lançado pela Som Livre, mostrou um repertório não só do grupo como também grandes sucessos de outros artistas consagrados, a exemplo de: Malandragem, Palpite e Sonífera Ilha. Em 2004 lança o 10° Cd de carreira, "É só Alegria", e no ano de 2005, o CD "Terra Mix". Em 2006 foi a vez do CD "Dendê", sendo o 12º da carreira, lançado também na Itália através da gravadora Concertone, de Roma. Em 2007, foi uma grande festa no registro do 1° DVD e 13° CD no Music Hall em BH. Foram releituras dos sucessos antigos do Terra, músicas inéditas e regravações de outros intérpretes, como "Piririm Pom Pom", "Risca Faca", "Se Quiser", "Saideira", "Meu Erro", "Não Há Lugar Melhor que BH", "Solteiro em Salvador" e outras. 

ZÉ DA GUIOMAR
Formado por Márcio Souza (vocal e violão), Valdênio (cavaquinho e voz), Renato Carvalho (sax e percussão), Analu (pandeiro e percussão) e Totove (surdo e percussão), o Zé da Guiomar se transformou num dos campeões de público da noite de Belo Horizonte, Minas Gerais, por aliar um instrumental eficiente e arranjos inteligentes e funcionais, com repertório cuidadosamente escolhido entre temas próprios e clássicos de várias épocas e tendências. O grupo, que iniciou sua trajetória em dezembro de 2000, tem como repertório o melhor do nosso samba e da bossa nova com interpretações arranjadas pelo próprio grupo, dando assim uma visão distinta e original das obras de grandes compositores como Cartola, Noel Rosa, Nelson Cavaquinho, Paulinho da Viola, Tom Jobim, Chico Buarque, além de composições próprias.

VELHA GUARDA BELÔ
300 anos de Samba. Essa é a soma dos anos de dedicação ao samba dos integrantes do recém formado grupo Velha Guarda Belô. Formado pelos mestres do samba em Minas Gerais a Velha Guarda Belô chega trazendo alegria e boa música com samba raiz, samba enredo e serestas.

Mandruvá, 56 anos, nascido em Timóteo, criado em BH, produtor, compositor, percussionista e cantor, intérprete de samba-enredo desde 1982 nos carnavais de BH, com passagem nas escolas de samba cariocas e paulistas Mangueira, Imperatriz, Grupo B Unidos Cabuçu, Grupo A Mocidade Alegre. Ganhador de vários festivais e prêmios musicais por todo Brasil.

Ricardo Barrão, Nascido em BH, mas com suas raízes em Lagoinha de Fora, região de Lagoa Santa, Ricardo Barrão traz na sua essência o candombe, ritmo e música que misturam. Muita coisa se fez em termos de música em nossa capital, mas Barrão ultrapassou os limites ao criar canções homenageando com seus versos os locais mais frequentados de nossa cidade. Falar do Parque das Mangabeiras, do Mercado Central, da Rodoviária e das Praças da Liberdade e Estação, em forma de música, é eternizar Belo Horizonte em verso e prosa.

Jussara Preta, 46 anos, instrumentista, cantora e compositora, há 31 anos no samba, cantora da Banda Show da Charanga do Galo, agora lança seu CD “Samba pra você” e vem fazendo muitos shows autorais.

João de Aquino, mineiro de Conselheiro Pena, 54 anos, 30 dedicados ao samba, intérprete de Blocos Caricatos e Escolas de Samba de Belo Horizonte e da renomada Bartucada de Diamantina.

Lulu do Império, 62 anos, cantor e percussionista, fundador do “Tempero da Vila”, grupo que comandava o projeto “Expresso Melodia” da Fundação Clovis Salgado, o famoso Baile dos artistas: Vermelho e Branco. Intérprete das Escolas de Samba Canto da Alvorada e Cidade Jardim. Ganhador quatro vezes consecutivas do prêmio “Tamborim de Ouro”.

Fabinho do Terreiro, aos 46 anos, sambista e compositor nascido e criado em Belo Horizonte gaba-se por ter 70% de suas composições gravadas por diversos artistas como Zeca Pagodinho, Almir Guineto e Leci Brandão e tem o “privilégio” de fazer shows quase totalmente autorais seis vezes por semana.

GABY AMARANTOS
Nascida e criada na periferia de Belém, bairro do Jurunas, Gabriela Amaral dos Santos já nasceu na música. Suas origens são de uma família de sambistas, onde desde pequena já cantava e dançava nas rodas de samba da família. 

A rainha do Tecnobrega foi influenciada por cantoras como Clara Nunes, Ella Fitzgerald e Billie Holiday e pelos bregas Francis Dalva e Reginaldo Rossi - mas deixa claro que a sua maior influência está no bairro em que nasceu, onde tudo toca ao mesmo tempo.
Gaby está entre as 100 pessoas mais influentes do ano de 2011 e, ainda, entre os discos mais aguardados para este ano. No primeiro dia de 2012 a cantora se apresentou, pela segunda vez, em rede nacional, sendo a atração principal do programa do Faustão, que a anunciou como a Beyoncé do Pará.

O seu primeiro álbum solo “Treme”, está com o lançamento agendado para o primeiro semestre, logo após o Carnaval. Ainda este ano, a rainha do Tecnobrega  lança o seu EP e também o DVD Gaby - Live in Jurunas.

PATCHANKA
Com oito anos de estrada, a Patchanka é considerada uma das atrações de maior sucesso no cenário musical da Axé Music. Liderada pelo vocalista mineiro Julinho, a banda já recebeu o Troféu DODÔ & OSMAR de “Banda revelação” e lançou diversos sucessos nas rádios, como “Roupa velha” e “Peixinho”. A banda está de volta a BH depois de fazer uma excelente apresentação na Banda Mole de 2011.












Serviço:
Programação:
Dia 11 de fevereiro de 2011
13h às 16h – Concentração com os  trios parados, com shows dos Gaby Amarantos, Zé da Guiomar, Velha Guarda Belô e Microtrio e DJs.
16h às 17h – Bandinha da Banda Mole faz o seu percurso na avenida puxada pela tradicional Bandinha da Banda Mole. No repertório, os grandes sucessos de Luiz Gonzaga e marchinhas eternas dos carnavais.
17h às 21h45 – Circulação Oval dos Trios pela Afonso Pena com Terra Samba, Patchanka, Microtrio e Kome Keto.
22h: Encerramento do evento.

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