domingo, 15 de agosto de 2010

Marcos Pontes, o primeiro astronauta brasileiro - 14/08/2010

Heberton Lopes e Marcos Pontes, o primeiro astronauta brasileiro

Mais uma vez tive que suspender por um tempo as postagens no meu blog. Não é por preguiça ou porque não tenho paciência para colocar tudo o que faço aqui. Eu adoro escrever para minha página. É que na verdade, ando um pouco ocupado, empenhado em uma tarefa muito importante. Estou buscando a realização dos meus sonhos.

Pois é, é isso mesmo. Não tive tempo para atualizar meu blog porque estou correndo atrás dos meus sonhos. E quando falo correr, é suar a camisa mesmo. Apesar dos obstáculos que aparecem em nossas vidas, o importante é continuar tentando, sempre olhando para frente e com um objetivo definido. E é isso que estou fazendo.

No último sábado, 14 de agosto, trabalhei no I Congresso da Rede Pitágoras, que é um evento destinado a estudantes do ensino médio das escolas que levam a marca Pitágoras. Tive a oportunidade de conhecer Marcos Pontes, o primeiro astronauta brasileiro e assistir a uma palestra ministrada por ele. Fiz a cobertura do evento, que divulgarei aqui assim que possível, e trabalhei no stand da Faculdade Pitágoras como fotógrafo.

É claro que aproveitei a oportunidade, como sempre, de absorver o melhor para mim. Enquanto fotografava, fiquei atento às palavras do astronauta. Ele falava para cerca de 850 adolescentes prestes a tomar uma das decisões mais importantes da vida: a escolha da profissão. Enquanto ele falava, eu me lembrava da minha história, do quão difícil foi chegar até aqui. Em alguns pontos, me identifiquei com a trajetória de Marcos Pontes.

Pontes nasceu em 1963 na cidade de Bauru, no interior de São Paulo. Oriundo de uma família simples, cresceu apoiado pelos valores passados pelos seus pais. Aos 14 anos, sentiu a necessidade de ter uma profissão e ajudar no orçamento familiar. Descobriu um curso de formação profissional da Rede Ferroviária Federal (RFFSA) em parceria com o SENAI. Fez a inscrição para o concurso, estudou, fez os exames e iniciou o curso de eletricista. Nessa época, trabalhou nas oficinas da RFFSA e já tinha definido seu objetivo, embasado no sonho, de ser um piloto de aeronaves. Uma parte que me fez identificar muito com o astronauta, foi quando ele disse que contava para seus colegas de trabalho que queria trabalhar na aviação e todos riam dele dizendo que nunca chegaria lá. Várias pessoas já tentaram me desmotivar também, e como o Marcos, tive minha família me apoiando.

Após algum tempo, o astronauta, focado no sonho, fez o vestibular para a AFA. Persistente nos estudos, ficou em segundo lugar, concorrendo com estudantes de todo o país. Para resumir a história, ele consegui virar um piloto. Posteriormente, a o Brasil entrou como participante na Estação Espacial Internacional (ISS) e teria que produzir na indústria nacional seis componentes da espaçonave e entregá-las ao consórcio dos 16 países integrantes. Em troca das partes nacionais, o Brasil teria direito a executar experimentos no ambiente de microgravidade da ISS. Para tanto, era necessário treinar um astronauta.

O irmão de Marcos Pontes, Luiz Carlos, viu por meio da mídia que a Agência Espacial Brasileira selecionaria um profissional para viajar à ISS. Ele mandou um e-mail para Pontes com o recorte de um jornal que divulgava o concurso público. Participou, passou, e depois de dois adiamentos no lançamento, foi o primeiro brasileiro a pisar na Estação Espacial Internacional. Hoje é professor universitário, palestrante e intermediador das negociações do programa espacial brasileiro com a NASA.

O menino do interior de São Paulo, de família simples, sonhador e perseverante, conseguiu o reconhecimento do mundo todo. Eu não entrei para a história não sei se entrarei. O que tenho certeza é que se eu não realizar meus sonhos, não vai ser por falta de empenho. Eu já cheguei até aqui e sei que não é nem o começo. Como o astronauta, olho para frente e traço meus objetivos. Não me deixo levar por pessoas negativas e busco forças em minha família e nos meus amigos para continuar lutando.

Dessa vez, meu post não foi tão profissional como os anteriores e não seguiu a linha do que é a proposta do blog. Mas achei importante escrever esse texto. Esse episódio marcou minha vida e quero compartilhar com todos o prazer que tive em conhecer Marcos Fontes, exemplo de persistência e simpatia. Finalizo essa postagem com uma fala do primeiro astronauta brasileiro, que serve muito para o momento que vivo atualmente.

“Podem fazer de tudo para justificar a própria incompetência. Podem me discriminar, criticar, banir ou ferir... Mas nunca poderão aprisionar minhas idéias. Não há limites para os meus sonhos, e muito menos para onde eles podem me levar...” Marcos Pontes


Foto 1: Denise Guimarães
Foto 2: Heberton Lopes