domingo, 31 de janeiro de 2010

A missão sublime de informar

Hoje participei do processo seletivo da Faculdade Pitágoras. Vi alguns candidatos com o desejo de estudar jornalismo. É fácil perceber esse "tipo". Os olhos brilham quando se fala em jornalismo, sabem o nome dos principais jornalistas e conseguem falar sobre as principais reportagens. Começam a estudar jornalismo com a ideia de que podem mudar o mundo.
Digo isso porque também entrei na faculdade com o espírito revolucionário. Várias pessoas tentaram me desencorajar. Cheguei a ouvir que jornalismo não enche geladeira. Mas para Heberton Lopes isso não é um problema. Faço o que faço por paixão. Posso ser apenas um grãozinho de areia, mas minha parte eu vou fazer, e no que depender de mim, muito bem feita!
Sou o "tipo" que cada dia está mais apaixonado pela profissão. Profissão que me faz arrepiar, lacrimejar, me emociona e faz com que eu me sinta realizado.
Selecionei um texto que me empolgou muito quando eu estava no segundo período de jornalismo. Foi escrito pelo colega Gabriel Garcia Márquez. Eu o li no livro A arte de fazer um jornal diário, do magnífico jornalista Ricardo Noblat. Se você também é jornalista e ama a profissão como eu, vai concordar com as palavras abaixo. E mais, vai arrepiar, como aconteceu comigo.
Veja que sensacional:

“Pois o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e torná-lo humano por sua confrontação descarnada com a realidade… Ninguém que não a tenha vivido pode imaginar essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida… Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderá persistir num ofício tão incompreensível e voraz, cuja a obra se acaba depois de cada notícia como se fora para sempre, mas que não permite um instante de paz enquanto não se recomeça com mais ardor do que nunca no minuto seguinte”. (Gabriel Garcia Márquez).

Maravilhoso não é?
Abaixo, deixo um texto engraçado que vi há algum tempo no Orkut. Que também fala da profissão, mas de uma forma mais descontraída.

Jornalista não fala – informa;
Jornalista não vai à festas – faz cobertura;
Jornalista não fofoca – transmite informações;
Jornalista não pára – pausa;
Jornalista não mente – equivoca-se;
Jornalista não chora – se emociona;
Jornalista não some – trabalha em off;
Jornalista não lê – busca informação;
Jornalista não traz novidade – dá furo de reportagem;
Jornalista não tem muitos amigos – tem muitos contatos;
Jornalista não briga – debate;
Jornalista não conversa – entrevista;
Jornalista não faz lanche – almoça em horário incomum;
Jornalista não é chato – é crítico;
Jornalista não tem olheiras – tem marcas de guerra;
Jornalista não se confunde – perde a pauta;
Jornalista não esquece de assinar – é anônimo;
Jornalista não se acha – ele já é reconhecido;
Jornalista não influencia – forma opinião;
Jornalista não pensa em trabalho – vive o trabalho;
Jornalista não é esquecido – é eternizado pela crítica;
Jornalista não morre – coloca um ponto final.


Agora vou voltar a ativa novamente. Em breve postarei novos trabalhos e coberturas.
E aguardem, uma reportagem sensacional está em processo de gestação...

Grande abraço!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Primeira postagem de 2010 - Férias!

Olá meus amigos!
Esse é a primeira postagem de 2010. Pois é, estou há algum tempo sem passar por aqui, mas é por um bom motivo. Estou de férias! Após 4 anos trabalhando sem parar, tive meu merecido descanso. Preferi não viajar para resolver algumas pendências como manutenção do carro, pagamento de contas e também para poupar dinheiro para o tão esperado carnaval. Vida de universitário é complicada, mas nós sempre conseguimos dar um jeito na situação. Nas primeiras semanas de férias fui em várias baladinhas de BH e agora estou mais light.
O objetivo desse post não é falar sobre minhas férias, mas sim sobre nossa querida e caótica Belo Horizonte. Digo querida porque amo essa cidade e ainda há diversos locais sensacionais para conhecermos; e caótica porque está cada vez mais difícil trafegar pelas ruas e avenidas da capital mineira.
O grande número de carros, a falta de educação de alguns motoristas e as dezenas de obras por toda a cidade contribuem para o caos no trânsito. Na última sexta-feira passei por uma experiência traumática no horário de pico: demorei 1 hora e 10 minutos entre Complexo da Lagoinha e o bairro Renascença. Nesse tempo em que estive dentro do carro, passei por uma situação muito engraçada: um grupo de jovens estavam felizes da vida, cantando a música “Super Fantástico”, do grupo Balão Mágico. Eu fiquei impressionado com a alegria daquelas pessoas, pois estava um calor infernal e o trânsito não andava. O carro dos seres alegres parou ao meu lado e uma simpática e engraçada mocinha começou a gritar “sorria, sorria, eu te amo”. Foi hilariante! Me fez bem, pois eu precisava rir um pouco para esquecer o estresse daquele momento.
Já no sábado de manhã resolvi fazer uma caminhada ecológica com meu primo. Iríamos ao Parque do Paredão da Serra do Curral, iríamos mesmo, pois quando chegamos na portaria do local vimos que o Parque está fechado há mais de um ano e que a previsão de inauguração era para esse mês. O problema é que vândalos invadiram o local e quebraram até o piso do banheiro. Com a caminhada ecológica frustrada, decidimos ir até ao Parque das Mangabeiras, não ficamos nem uma hora lá. Fomos ao mirante e depois voltamos. Nossa intenção era ter uma manhã de sábado com muita aventura, mas o máximo que conseguimos foi deitar um pouco nos banquinhos do mirante.
As férias continuam, volto a trabalhar somente no dia 25 de janeiro. Quem sabe eu consigo postar mais alguma coisa até lá? Estou de férias mesmo, não vou prometer nada. Quero descansar, porque esse ano promete!
Abaixo, algumas fotos que fiz com meu celular durante as experiências descritas acima: