quarta-feira, 29 de abril de 2009

Pitágoras é palco da abertura do XII Encontro Nacional dos Professores de Jornalismo


Por Graziella Giannini e Heberton Lopes

Com o ensino em jornalismo nas universidades em foco, o XII Encontro Nacional de Professores de Jornalismo que aconteceu nos dias 17, 18 e 19 de abril em Belo Horizonte. A reportagem acompanhou as discussões do dia 17 de abril, início dos trabalhos, no auditório da Faculdade Pitágoras. As novas diretrizes curriculares para o ensino de jornalismo foi o tema de início do Encontro.

Foi realizado o III Encontro de Coordenadores dos Cursos de Jornalismo onde foram debatidos diversos temas como a obrigatoriedade do diploma e as diretrizes curriculares para o curso. A conferencista foi Carmen Lúcia Pereira.

Edson Spenthof, presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo, FNPJ, falou sobre as propostas do grupo para as diretrizes e deixou claro por diversas vezes que o documento proposto com estas diretrizes ainda está em construção. Ele ainda falou sobre a abertura da equipe para sugestões: “é preciso ficar claro que o que está em discussão são as diretrizes curriculares, não engessamentos ao currículo”. A discussão a respeito das alterações tem sido feita por meio de um e-mail criado pelo grupo (diretrizesjornalismo@fnpj.org.br) e pela lista criada no site da FNPJ. Edson Spenthof ainda completa: “as diretrizes não garantem a qualidade dos cursos. Para isso, é preciso pensar, por exemplo, em um selo de qualidade”.

Todo o discurso da manhã da sexta-feira, dia da abertura do Fórum, foi destinado a clareza do caminho traçado pela equipe do Fórum, logo que foram expostos os pontos de vista dos que presidiam a mesa, foi aberta a possibilidade dos presentes no auditório a falarem sobre seus pontos de vista e, dessa forma, compartilhar com os que ali estavam. Jornalistas de várias cidades como Manaus, Campinas, Londrina, dentre outras, compartilharam suas opiniões.

A tarde, após o intervalo para o almoço, teve início o V Colóquio Andi, Agência de Notícias dos Direitos da Infância, com o tema Infância, consumo e mídia: desafios para o jornalismo. Houve o lançamento do livro “Infância e consumo: estudos no campo da comunicação” que foi distribuído a todos os presentes. Com artigos de dez bolsistas selecionados na edição do programa InFormação 2007, o livro é uma parceria da ANDI com o Projeto Criança e Consumo.

Laís Fontenelle, coordenadora de Educação e Pesquisa do Instituto Alana, abriu o colóquio falando sobre a mercantilização da infância, assunto tratado no livro. Laís falou sobre a aceleração da infância e a necessidade das crianças em consumirem, já que as grandes marcas perceberam nelas um mercado fervoroso e promissor. Seu foco era o desafio da comunicação diante da criança. A mediação da mesa ficou a cargo do jornalista Veet Vivarta, secretário-executivo da Andi. Logo outros participantes como José Ednilson Gomes de Souza Jr, bolsista do projeto Andi e o jornalista e especialista em gestão de comunicação Flávio Paiva expuseram seus artigos que foram publicados no livro.

Em seguida deu-se início ao 8º Pré-Fórum Fenaj cujo tema foi “Políticas de relação entre área acadêmica e movimento sindical dos jornalistas: avanços necessários para a defesa e consolidação do campo do Jornalismo” contou com a mediação do diretor do departamento de educação da Federação, Beth Costa e Juliano Maurício de Carvalho, Diretor da FNJP.

Foi defendida a necessidade de um Conselho Federal de Jornalismo e ainda o foco do debate foi o diploma e a necessidade do curso superior para os jornalistas.

Comentário de Heberton Lopes:

Eu fiz toda a cobertura fotográfica do primeiro dia do evento. Foi uma ótima experiência. Vários jornalistas estavam fazendo a cobertura para a web e precisavam publicar fotos. Eis a minha oportunidade! Minhas fotos estavam sendo veiculadas em sites e blogs ainda durante o evento, inclusive no blog oficial do Encontro.

Abaixo foto de parte da equipe de graduandos em jornalismo que fez a cobertura do Encontro.




Melhor do que realizar a cobertura do evento, foi fazer parte da platéia da discussão das diretrizes para o curso de jornalismo e ver de perto os representantes da Fenaj defendendo fervorosamente a obrigatoriedade do diploma.


Eu estou do lado da Fenaj.







segunda-feira, 27 de abril de 2009

Gari maratonista participa de competições


O maratonista participou em abril da última maratona de Paris, na França, onde disputou com cerca de 35 mil pessoas

Heberton Lopes

Desde os 14 anos, Carlos Rodrigues Silva (foto) é gari em Belo Horizonte. Ele corre atrás do caminhão de lixo pelos bairros da cidade e é muito conhecido pelos seus colegas de trabalho. Com 43 anos de idade, Carlos é maratonista e treina todos os dias para participar das provas pelo país e até em algumas cidades no exterior.

Carlos se iniciou no esporte há 20 anos, quando o Governo Municipal de Belo Horizonte promoveu as Olimpíadas da Prefeitura, que tinham como participantes somente funcionários públicos. A primeira competição do maratonista foi na pista de 800 metros e, desde então, o gari não parou de correr.

Apesar de Carlos passar muito tempo fora de casa, sua esposa Aparecida Silva e seus filhos Vinicius e Ariel o apóiam para que continue no esporte. Aparecida, que é mais conhecida como "Cida", também trabalha no ramo de limpeza, porém como faxineira. Ela diz que, quando ele viaja para competir, seu coração fica apertado, mas tem certeza que ele voltará mais feliz do que quando saiu de casa.

O gari estudou até o Ensino Médio e, desde que começou a trabalhar, dedica-se à limpeza urbana. Carlos trabalha na região centro-sul de Belo Horizonte e, antes de trabalhar, ele treina para suas corridas na avenida dos Andradas, onde percorre toda a sua extensão.

Devido à força de vontade que o impulsiona a trabalhar e treinar todos os dias, Carlos conseguiu patrocínio da Prefeitura de Belo Horizonte e do Banco do Brasil, que, além de indicar os locais de competição, pagam todos os custos referentes ao transporte e à estadia.

As corridas que mais atraem o gari são as promovidas no Sul do país, lugar onde obteve melhores resultados. Ele não gosta de participar de corridas realizadas em Belo Horizonte. Internacionalmente, Carlos participou em abril da última maratona de Paris, na França, onde disputou com cerca de 35.000 pessoas e ficou na posição 107º e em 3º lugar entre os brasileiros. A próxima corrida internacional será em novembro nos Estados Unidos, na cidade de Chicago.

Até quando vai praticar o esporte? "Enquanto Deus me der vida e saúde continuarei correndo", é a resposta imediata do atleta. Ele pretende participar das próximas disputas no Nordeste, pois, segundo ele, é um novo desafio devido ao clima da região.


Comentário de Heberton Lopes:

Essa matéria foi publicada em 25 de junho de 2008 no Jornal Metrô Online, da Faculdade Pitágoras de Londrina.

A construção desse texto foi fácil e muito prazeiroso. Conheci Carlos Rodrigues por acaso. A esposa dele, Cida, trabalhava junto comigo em uma empresa de informática. Eu estava aflito pois minha pauta anterior tinha caído (não posso revelar qual é porque vou executá-la ainda). Foi quando uma colega de trabalho me indicou o marido de Cida. Prestativa como sempre, Cida me passou os contatos dele e pudemos conversar.

A matéria repercutiu nos corredores da faculdade e rendeu alguns comentários onde foi postada. É gratificante ver que meu trabalho foi reconhecido. Espero que eu continue a encontrar boas pautas e desenvolver bons trabalhos...


Clique aqui e veja a matéria com os comentários dos leitores no Jornal Metrô Online.


domingo, 26 de abril de 2009

Alimentar no centro de BH é seguro?

Tire suas conclusões após ler a reportagem feita em estabelecimentos que fornecem lanches nas imediações da Faculdade Pitágoras.


Por Heberton Lopes

Chão sujo, falta de higiene e negligência. Essa é a realidade de muitas lanchonetes e bares do centro de Belo Horizonte. Apesar da intensa fiscalização que a Vigilância Sanitária tem feito, muitos proprietários ainda teimam em operar seus estabelecimentos fora das regras. A reportagem visitou várias lanchonetes localizadas no entorno da Faculdade Pitágoras, Campus Rio de Janeiro, com o intuito de verificar se as condições de higiene e manipulação dos alimentos estão de acordo com a lei. Desculpas esfarrapadas, sorrisos sem graça e ofensas pessoais foram as respostas de alguns proprietários durante as entrevistas.

A primeira lanchonete visitada foi a Delícia Pão de Queijo, localizada na avenida Augusto de Lima, esquina com rua São Paulo. A visão geral era de um lugar limpo e bem cuidado. Mas o atendimento não cumpriu todas as exigências da Vigilância Sanitária: o profissional que manipula os alimentos deve usar uniforme de cor clara, não pode utilizar adornos, os cabelos devem estar protegidos e não pode fazer o trabalho de caixa, pois o dinheiro transmite várias bactérias nocivas à saúde humana. Na Delícia Pão de Queijo, a pessoa que recebia o dinheiro era Dona Rosária, que é proprietária do local e trabalha há 15 anos no ramo alimentício. Ela foi flagrada pegando um salgado para um cliente. Segundo ela, isso só acontece quando nenhuma balconista está disponível e que são raras essas ocorrências. Além de manusear o dinheiro e pegar o salgado, a proprietária da lanchonete estava com os cabelos soltos e um óculos pendurado no pescoço por uma corda. Sua funcionária da cozinha trajava uniforme na cor vermelho escuro que, de acordo com as regras da Vigilância Sanitária, é ilegal. Dona Rosária informa que tem muito cuidado com a procedência e higiene dos alimentos e diz que é sistemática com o asseio, pois foi enfermeira por 30 anos.

A próxima lanchonete foi a Cantina da Empada, localizada na rua Guajajaras. O único desvio da lei foi a documentação do estabelecimento. A lanchonete não possui alvará de funcionamento, mas persiste em manter as portas abertas. De acordo com Laura, dona do local, a documentação para o alvará está em processo de regularização. Numa visão geral, foi possível perceber que a lanchonete cumpre com as medidas sanitárias determinadas pela lei. Seus funcionários usam roupas na cor clara, o chão estava limpo e os alimentos acondicionados na temperatura ideal. Quando perguntada se seus funcionários fizeram o curso de manipulação de alimentos, que é exigido pela Vigilância Sanitária, Laura deu um “sorriso amarelo” e disse que o curso não é mais obrigatório.

Também na rua Guajajaras, a Lanches Mais Sabor infringiu várias regras da Vigilância Sanitária. Além do local não ter ladrilhos, o balconista usava relógio, manuseava o dinheiro, estava com o cabelo desprotegido e falava em cima dos alimentos, que poderiam ser contaminados pela sua saliva.

Na quarta lanchonete visitada, a Pennsylvania, diferente das demais, a reportagem foi recebida pelo proprietário por insultos e palavrões. Ele não quis se identificar. O estabelecimento fica na rua São Paulo, esquina com Guajajaras. Do lado de fora do local, foi possível perceber que as regras determinadas pela lei não eram cumpridas. O dono do local trajava uniforme na cor escura, chinelos, e não usava protetor para os cabelos. As atendentes, também com uniforme na cor escura, usavam toucas, mas não protegiam totalmente os cabelos. Quando ele viu a reportagem colhendo dados a respeito do estabelecimento, alterou drasticamente sua postura, proferiu ofensas e ficou muito nervoso. A sujeira no chão, a gordura impregnada nos ladrilhos e a falta de preparo no manuseio dos alimentos pelas balconistas era evidente. Dois dias após o incidente, a reportagem procurou novamente o dono do estabelecimento, mas ele não estava presente.

Outro segmento no ramo de alimentação são os tradicionais bares do centro de Belo Horizonte. O Bar do Caçulinha, por exemplo, funciona em frente ao Minascentro, na rua Curitiba, há pelo menos 25 anos. Quem atendeu a reportagem foi José Domingues, que trabalha no estabelecimento há 10. Na vitrine, havia salgados e alguns tipos de tira-gosto. Ele era o único funcionário no local na hora da entrevista. Quando perguntado se manuseava o dinheiro e os alimentos, informou que era responsável somente pelo caixa. Cerca de dois minutos depois, José foi flagrado, sem proteção para os cabelos e após ter contato com dinheiro, pegando uma coxinha para uma cliente. José sorriu e disse que situações como essa são muito raras.

Para a universitária Graziella Giannini, 27, situações constrangedoras não são tão raras. Ela conta que foi tomar um refrigerante em uma lanchonete perto de sua faculdade e encontrou massa de salgado dentro do copo da bebida. Como já havia pago pelo produto, preferiu somente advertir a balconista e ir embora. “Falei para ela aprender a lavar copos”, diz Graziella, indignada com o incidente. Outra ocorrência foi na última semana, quando ela foi almoçar em um pequeno restaurante, localizado dentro de um posto de gasolina. “Pedi um PF [prato feito] no postinho e encontrei um fio de cabelo no prato. É desagradável, incômodo e nojento”, diz ela, que solicitou imediatamente a troca do produto.

A reportagem constatou que a maioria das lanchonetes e bares no entorno da Faculdade Pitágoras tem algum tipo de irregularidade sanitária ou fiscal. Na última semana, houve intensa fiscalização nos estabelecimentos da região. Várias lanchonetes e bares foram autuados e alguns até interditados, como é o caso do Bar da Lili, que era muito frequentado por estudantes das faculdades e cursinhos da região. O estudante de publicidade Luiz Augusto Amaral, 26, frequentava o local e conta que a cozinha do estabelecimento era muito suja e que havia somente um banheiro no local, usado por homens e mulheres. Nenhum funcionário do bar foi encontrado para falar sobre o caso.

A técnica em nutrição, Gabriela Burahem, 22, alerta que o consumidor deve ficar atento também à aparência e ao odor do alimento. “O lugar pode ser bonitinho, mas pode vender comida estragada ou fora do prazo de validade”, explica. Ela informa que a situação das lanchonetes e dos alimentos que são vendidos no centro de Belo Horizonte é calamitosa. Ela conta que vários colegas já passaram mal depois de comer salgados nesses locais. E reforça ainda que intoxicação alimentar pode levar ao óbito.

A assessoria de comunicação da Vigilância Sanitária de Belo Horizonte informa que o trabalho do órgão é realizado de maneira preventiva. Os fiscais vão aos estabelecimentos seguindo um cronograma ou quando são solicitados por meio de denúncias. Qualquer cidadão pode entrar em contato pelo telefone 156 para solicitar a vistoria de locais em que há a suspeita de que as regras não são cumpridas.


Comentário de Heberton Lopes:

Essa reportagem foi feita há um mês para a disciplina de Redação Jornalística IV - Jornalismo investigativo e grandes reportagens. Ela não foi editada para a web porque preferi mantê-la na íntegra.

Fazer essa reportagem não foi nada fácil. Achar um dono de lanchonete que quisesse falar foi muito difícil. A Vigilância Sanitária, por meio de sua assessoria, foi prestativa e concedeu todas as informações necessárias para o desenvolvimento deste trabalho.

Espero que com esse texto eu possa colaborar para que as pessoas observem mais os locais onde irão comer e que boicotem mesmo os estabelecimentos que não cumprem as regras determinadas pela Vigilância Sanitária.

Finalmente estou de volta!

Olá amigos,
voltei a escrever nesse blog, que agora chamo de "Meu espaço". Prometo que agora manterei uma disciplina maior para escrever. Pelo menos uma vez por semana vou expor ideias (agora sem acento rs) e meus trabalhos.

Não estou totalmente atualizado com a nova ortografia, mas tentarei ao máximo me adequar a ela.





A foto acima é para ilustrar o novo momento de minha vida. Momento em que meus olhares estão voltados para o futuro. Futuro que será de muito trabalho e espero que seja de muitas conquistas também.